Eu sentava no fundo da sala, bem no canto, para ser discreta e usar a parede como apoio, disfarçando, assim, um pouco da minha sonolência. A verdade é que eu nunca fui uma aluna exemplar, apesar de tirar notas boas na maior parte das matérias, mesmo sem saber o assunto, o que deixava muita gente (nerds e coxinhas) da minha sala com raiva de mim. Na verdade, eu era a turista, gazeava mais aulas do que assistia. Eu estava sempre deitada na grama ao lado do Instituto, olhando para o céu como aqueles esteriótipos de hippie. Ficar refletindo sobre as coisas me parecia bem mais interessante do que ficar dentro de uma sala de aula com quarenta alunos metidos a bestas, que não passavam de fotos bonitas para o Facebook. As aulas também não eram legais. Resumiam-se a ouvir o professor falando e falando. As únicas matérias que eu gostava eram História, Sociologia e Filosofia (mas, não, não sou esquerdista, assim como não sou direitista ou o caralho a quatro). Esta última era a melhor de todas; o professor sempre abria espaço para os alunos darem opinião ou refletirem e questionarem o que estavam ouvindo, o que era extremamente bom. Mas não durou muito, porque a grade do Instituto Federal em que eu estudava oferecia Sociologia e Filosofia somente por um ano. Sobrou História, mas logo eu não aguentei e larguei o colégio. A motivação zerou.
Estudei em casa, um pouco desesperada. Eu estava com dezoito anos (2014) e tinha que passar para a UF ou eu, no mínimo, iria ter que trabalhar como garçonete de fast food. Passei com 960 na redação e estou no primeiro ano de Gestão de Políticas Públicas. Sou do tipo, infelizmente, que tem que fazer o que gosta ou a motivação se transforma num poço vazio. Sou também meio tímida e bastante introvertida. Adoro ficar só, mas também amo a presença da minha família, em especial a da minha mãe e do meu namorado, que também é meu melhor amigo e meu futuro noivo. E apesar deu me taxar aqui de introvertida e tímida, tenho que confessar que sou uma "metamorfose ambulante". Não que eu perca a minha essência de uma hora para a outra, mas já fui mais cabeça-dura que "moça-velha" na menopausa e consegui deixar de ser em dois anos, quando me toquei que precisava mudar. E eu bem que me orgulho disso, porque assim eu não sou uma pessoa limitada, que passa a vida pensando de uma única maneira e não experimenta coisas novas ou tenta ver de outra forma. É até mais leve! E foi por causa dessas mudanças que eu amadureci mais nos dois últimos anos que em meus outros 16, que também me transformaram em uma adolescente com cabeça de 30 anos, segundo minha mãe. Devo estar com uns 40 agora?
Bem, se minha personalidade muda, há uma coisa que parece imutável: meu gosto pela música. Mas só parece, o negócio é que, quando muda, muda bem devagar e em uma proporção minúscula. Antes eu gostava só de rock and roll, heavy metal, rockabilly, hard rock, metal sinfônico, power metal, indie, gothic rock, erudita e MPB. Hoje eu gosto disso tudo e daquele pop deprê da Lana del Rey. Alguns dos meus grupos ou artistas favoritos são Nightwish, Epica, Iron Maiden, Lenine e Lana.
Já na literatura, eu viajo pelos mistérios de Arthur Conan Doyle (Sherlock Holmes) e Aghata Christie, e pelo mundo cheio de insanidade criado por Edgar Allan Poe. Meus gostos para filmes não mudam muito: gosto de mistérios, dramas e mundos ordinários ou estranhos; vez ou outra de alguma comédia. Meus longas favoritos são A Ilha do Medo, Os Infiltrados, O Labirinto do Fauno, O Silêncio dos Inocentes, Não sou eu, eu juro!, Vivendo a vida adoidado, Os Goonies, Réquiem para um Sonho, Donnie Darko e Matrix.
Como hobby eu tenho a fotografia. Adoro fotografar! Mas também gosto de escrever e desenhar para passar o tempo. Além de tais coisas, mexo muito com HTML. Na verdade, sou quase viciada, assim como sou viciada em chocolate.
Enfim, eu espero que tenham conhecido um pouco sobre mim. Alguém aí se identificou?
Enfim, eu espero que tenham conhecido um pouco sobre mim. Alguém aí se identificou?














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